Sobre Mim

Creio que a paixão pela culinária e em particular pela pastelaria já nasceu comigo. Lembro-me de, ainda criança, aguardar com grande ansiedade e expectativa a véspera das festas de aniversário, altura em que ajudava a minha mãe na confecção de docinhos, tartes, bem como o sempre impressionante bolo decorado e, sem arredar pé da mesa da cozinha, provava – há quem afirme em demasia – as massas cruas e mergulhava os dedos em taças de chocolate derretido, claro está, apenas para testar e “responsavelmente” confirmar a sua qualidade, que jamais desiludia. Para além disso, estudava e rabiscava os livros de receitas cuidadosamente manuscritos e compilados pela mãe, livros esses que ainda hoje são uma referência absoluta.

As férias de Verão passadas na quinta, com a avó e as primas que vinham de longe, eram um autêntico festival para os sentidos! Lá abundavam, entre os frutos mais comuns, amoras, maracujás, uvas, figos, dióspiros, cerejas e até castanhas, quando os dias quentes de verão começavam a arrefecer. As tartes de amora ou as tradicionais marmelada e compota de maçã eram ternamente recordadas durante o resto do ano.

A partir da adolescência assumi voluntariamente a confecção e a decoração de todos os bolos de aniversário e cerimónia, assim como das sobremesas dos jantares de festa.

No Natal de 2005 iniciei uma nova tradição pessoal. À família e aos amigos decidi oferecer nada mais nada menos o que melhor sabia fazer – apetitosas bolachinhas, preparadas com amor. Foi um sucesso que todos os Natais tento superar e voltar a repetir noutras épocas do ano. Reconheço que embora nem sempre seja fácil controlar a minha obsessão compulsiva pelo perfeccionismo, talvez esse meu defeito se traduza na certeza de que os produtos que faço no domínio desta ciência que rigorosamente respeito – na qual todos os ingredientes têm de ser adicionados nas proporções correctas e na altura certa – saem da minha cozinha com um aspecto tão sensacional quanto saboroso.

O mesmo posso afirmar em relação aos bonequinhos de lã. Desde que me conheço que gosto de fazer coisas artesanais, reaproveitando materiais esquecidos na nossa vida quotidiana. Estes bonequinhos foram a natural evolução dos bordados a ponto-cruz e ponto pé-de-flor que todas as meninas de bem aprendiam em tenra idade. Serão os melhores companheiros das crianças e quiçá de alguns adultos que não resistirão aos seus encantos.

 
This page in English

Comments are closed.

Sobre a autora

Ana

Missão: Tornar a vida mais doce, a cada dentada ou abraço!